19 de abril de 2019

MA-008: Homens fazem tapa buracos, após governador abandonar reforma


O martírio de quem precisa trafegar na MA-008 que, segue do entroncamento Zé Chicão, Povoado localizado às margens da BR 316, até o município de Paulo Ramos,  a cerca de 42 Km é demorado, angustiante.

Os motoristas enfrentam uma verdadeira "Via Crucís" no trajeto repleto de buracos e perigos constantes. Em alguns trechos, a rodovia desapareceu, em outros são tantas crateras dificultando o tráfego que, a viagem de apenas 9Km, entre Zé Chicão e Olho d'Água das Cunhãs que, seria realizado em menos de 10 minutos em condições normais, passa a demorar até uma hora , dependendo do veículo. Encontrar motoristas com pneus cortados, furados e com aros amassados é tão comum, quanto os buracos.

Durante a campanha eleitoral, o Governador do Estado, Flávio Dino (PCdoB), visando apenas a reeleição, iniciou uma recapagem no sentido Vitorino Freire/Olho d'Água, mas os trabalhos seguiram apenas até o KM 10 da Rodovia, na altura do Povoado Palmeiras. Chegou o dia de eleição e as obras pararam, até o presente ninguém se pronunciou sobre o prosseguimento do asfalto.

As condições da MA-008  - só não está em pior estado, graças a contribuição de dois trabalhadores braçais que, por conta própria colocam barro e piçarra retirados do acostamento. Os homens contam com a consciência e solidariedade dos motoristas que, passam por ali. Eles são os irmãos, Francisco da Silva (Nezim), 27 anos.

Raimundo da Silva (Rebolete), 30 anos,
residentes em Matinha (Bom Lugar). De moeda em moeda, chegam a ganhar R$ 60,00, nos melhores dias.

Pelo valor exorbitante do IPVA e, demais impostos, à situação é vergonhosa. Pior ainda, é ver o Governo do Estado enganar toda uma região na cara dura, com um obra eleitoreira de péssima qualidade, sem se quer concluir.

Às oficinas da região vivem lotadas de carros "quebrados". Segundo informações de mecânicos os problemas mais comuns são na suspensão, amortecedores, batedores, pivôs, articulações e caixa de direção. Os prejuízos são incalculáveis e, os motoristas não sabem o que fazer. São proprietários de caminhões, ônibus,  caminhonetes, táxis, veículos particulares e motocicletas que, pedem atenção dos órgãos de fiscalização, em especial do Ministério Público Estadual.





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