21 de abril de 2016

Eleitores deverão julgar quem votou "SIM ou NÃO" no impeachment

Eduardo Cunha (PMDB) e Dilma Rousseff (PT), com cara de poucos amigos
A votação pelo pedido de impeachment da presidente da República Dilma Rousseff, votado no último domingo (17), ganhou coro pelas ruas do país.

Teve deputado federal, que só não apanhou do povo ao chegar no seu domicílio eleitoral, porque correu. Fato ocorrido no Pernambuco, estado onde a população teve uma melhora significativa na qualidade de vida, pós governo do PT.

Alguns partidos políticos, deverão expulsar os parlamentares que votaram contra a determinação da legenda de votar "SIM ou NÃO" no impeachment. Caso do PDT (Partido Democrata Trabalhista), que vai expulsar os 06 (seis) deputados federais, que votaram contra a decisão tomada pelo partido, ainda em Dezembro de 2015 e referendada por unanimidade, pelo Diretório Nacional reunido dia 22 de Janeiro de 2015, em Brasília-DF, que seria votar contra o interrupimento do mandado de Dilma ROusseff (PT). (Veja aqui)

No Maranhão, à insatisfação da maioria da população com os deputados favoráveis ao "golpe", como muitos chamam o impedimento, é enorme e pode impedi-los, inclusive de voltar à Câmara dos Deputados em 2018. Tendo em vista, que 78,76% ou quase 2 milhões e 500 mil maranhenses votaram na Presidente Dilma e levando em conta a insatisfação do eleitorado que votou nos deputados com a postura deles na votação, juntando a outros fatores negativos, o retorno pode complicar. 

Enquanto o deputado Waldir Maranhão (PP) recuou e votou pela permanência de Dilma Rousseff na presidência do país, os 10 deputados, que votaram contra podem simplesmente receber um "NÃO" em alto e bom som, já nas próximas eleições, caso da deputada Eliziane Gama (PPS), pré-candidata a prefeita de São Luís-MA. Não será surpresa, uma possível queda nas pesquisas, já que ela desponta como forte adversária do atual prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT).

Quem deve ficar em situação complicada nos seus respectivos domicílios eleitorais, são os deputados Alberto Filho (PMDB), André Fufuca (PP) e Juscelino Filho (DEM). Os três tiveram boa votação no interior do estado, onde maior parte da população venera Dilma e Lula. Alberto Filho, que já contava com muitos pontos negativos,  como o "desgoverno" do pai na cidade natal Bacabal-MA, aliado a falta de compromisso, inclusive com credores, pode ter se enterrado de vez. Assim, como Juscelino e Fufuca, oriundos do interior, devem perder boa parte do eleitorado.

Dos deputados federais eleitos e votados em Olho d'Água das Cunhãs, somente João Marcelo (PMDB), filho do Senador João Alberto (PMDB), votou contra o impedimento da Presidente da República. O jovem herdeiro político do pai, deve aumentar significativamente sua votação no município de aproximadamente 20 mil habitantes. Não somente pelo voto na Câmara, mas, pelas viradas que a politica local oferece. 

O certo é que de norte a sul, daqui a dois anos, ou seja,  em 2018, o eleitorado vai julgar cada deputado nas urnas, e alguns deles vão ficar de fora, e certamente à votação do impeachment de Domingo (17) vai pesar na decisão de muitos... Alguns já declararam não repetir o voto em certos deputados. A tendencia é que onde o PT deve menos apoio, os deputados favoráveis a sigla caiam. Já em estados como, Maranhão e Piauí, onde o PT teve votações expressivas, os favoráveis à saída de Dilma, deverão ser punidos com o "NÂO" do eleitor. 

Aguardemos... 2018!

Veja como votaram os deputados federais do Maranhão:



Votos a favor do impeachment (SIM)

Alberto Filho – votou SIM
André Fufuca – votou SIM
Cleber Verde – votou SIM
Eliziane Gama – votou SIM
Hildo Rocha -votou SIM
João Castelo -votou SIM
José Reinaldo -votou SIM
Juscelino Filho – votou SIM
Sarney Filho -votou SIM
Victor Mendes – votou SIM



Votos contra o impeachment (Não)

Aluisio Mendes -votou  NÃO
João Marcelo Sousa -votou NÃO
Junior Marreca -votou NÃO
Pedro Fernandes -votou NÃO
Rubens Pereira Júnior – votou NÃO
Waldir Maranhão -votou NÃO
Weverton Rocha – votou NÃO
Zé Carlos – votou NÃO

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