20 de maio de 2015

Ex-prefeito de Bacabal é preso por suspeita de agiotagem no Maranhão

Dr. Lisboa sendo conduzido pela polícia (Foto: Divulgação/ Polícia Civil)
O ex-prefeito do município de Bacabal, Raimundo Lisboa, foi preso na manhã desta terça-feira (19), na operação "El Berite", realizada pela Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), que investiga crimes de agiotagem na cidade maranhense.

Raimundo Lisboa foi prefeito do município entre 2004 e 2012 e presidente da Federação dos Municípios do Maranhão (Famem).

Segundo o delegado-geral Augusto Barros, além do ex-prefeito, outras quatro pessoas foram presas, todas ligadas a prefeitura. Entre elas estão Manoel Moura Macedo, Francisco de Jesus Silva Soares, Ezequiel Farias e Aldo Araújo Brito, ex-presidente da comissão de licitação de Bacabal. Foi realizada, também, a prisão coercitiva de Maria do Carmo Xavier. Todos foram conduzidos para a Seic.

Uma entrevista coletiva para esclarecer os detalhes da operação será realizada na tarde desta terça-feira (19), na sede da Secretaria de Estado de Segurança Pública, em São Luís.

Outras prisões

No início do mês, outras seis pessoas foram presos nas operações "Morta Viva" e "Maharaja", realizadas no dia 4 de maio pela Polícia Civil do Maranhão. O atual prefeito de Bacuri (MA), Richard Nixon (PMDB), o prefeito de Marajá do Sena (MA) Edvan Costa (PMN), ex-prefeito de Marajá do Sena Perachi Roberto Farias, ex-prefeito de Zé Doca (MA) Raimundo Nonato Sampaio, o contador municipal José Epitácio Muniz e o empresário Josival Cavalcante da Silva, mais conhecido como "Pacovan, ficaram presos temporariamente por dez dias.

Agiotagem
Segundo a Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP-MA), as investigações sobre Josival Cavalcanti, o Pacovan, apontam que ele utilizava empresas em nomes de terceiros para se favorecer com negócios em diversas atividades nas prefeituras. O depoimento do contador José Epitácio Muniz reforça a atuação do esquema criminoso por meio de, pelo menos, quatro "empresas laranjas" em contratos com as prefeituras. As investigações apontam que os irmãos Rui Clemêncio e Fábio Muniz, com apoio do empresário Francisco Soares, atuavam com empresas abertas em nome de pessoas já falecidas.

Entenda
As operações "El Berite", "Morta Viva", "Maharaja" e "Imperador", são desdobramentos da "Operação Detonando", realizada em 2012 após o assassinato do jornalista Décio Sá. Na época, a polícia descobriu que o que motivou o assassinato foi uma postagem, no "Blog do Décio", referente à morte do agiota Fábio Brasil, no Piauí.

Do G1-MA

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