30 de janeiro de 2015

Nasce criança com anencefalia no Hospital de Olho d'Água das Cunhãs

Imagem ilustrativa
Por volta das 16h10min de ontem (29) uma moradora do Residencial Primavera em Olho d'Água das Cunhãs-MA, deu a luz a uma criança que nasceu com anencefalia (Incapaz de pensar e ter emoções).
A jovem recebeu o diagnostico sobre o problema na formação da criança através de ultrassom realizada pelo experiente médico Dr. Eloi.

A criança nasceu através de intervenção cirúrgica (Cesariana) realizada pelo cirurgião geral Dr. Ademar Oliveira. Porém, pouco tempo depois o bebê veio a óbito.

Entenda o problema

No Brasil, a anencefalia atinge 1 a cada 700 nascimentos. Em abril deste ano, uma decisão inédita do Supremo Tribunal Federal concedeu às mulheres grávidas com fetos anencefálicos o direito de interromper a gravidez. Depois da notícia, o Conselho Federal de Medicina formou uma comissão para esclarecer os critérios de diagnóstico da má-formação.

A ciência ainda não sabe explicar exatamente as causas da anencefalia. Gollop explica que ela é uma condição multifatorial, influenciada por fatores genéticos, ambientais, sazonais e geográficos. O médico disse ainda que há formas de prevenir pelo menos metade das ocorrências a partir da ingestão de ácido fólico (um tipo de vitamina B) dois meses antes e no primeiro mês da gestação.

Diagnóstico

 O diagnóstico pode ser feito a partir do terceiro mês de gestação por meio de uma ultrassonografia. Segundo Gollop, mesmo que a anomalia seja detectada precocemente, não há mecanismos que possam ser adotados para salvar o feto. Segundo ele, a partir do diagnóstico as mães que querem interromper a gravidez precisam recorrer a uma decisão judicial, que normalmente leva em torno de 15 dias. Se os ministros do STF decidiram pela regulamentação da interrupção da gravidez nesses casos, Gollop destaca que as mães que desejarem manter a gestação terão seu direito assegurado. "Muitas mães preferem seguir com a gestação e isso também precisa ser respeitado", afirma.

Os especialistas afirmam que esse tipo de gestação apresenta alguns riscos. Como a criança não tem reflexos para engolir o líquido amniótico, ele fica retido no útero, que pode não contrair na hora do parto, provocando hemorragias. Outros problemas mais comuns em gestações de risco podem ocorrer, como desenvolvimento de hipertensão e deslocamento da placenta.

Com informações: Terra e Revista Crescer

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