5 de setembro de 2014

Índios declaram guerra no Maranhão a desmatadores de reserva

Foto: Lunaé Parracho/Reuters
A Fundação Nacional do Índio (Funai) está solicitando apoio da Polícia Federal (PF) para evitar novos conflitos envolvendo indígenas e madeireiros ilegais nas matas da Terra Indígena Alto Turiaçu, nas proximidades do município maranhense Centro do Guilherme, com pouco mais de 12 mil habitantes, localizada no Maranhão. A preocupação da Funai aumentou depois que índios da etnia Ka´apor promoveram no dia 7 de agosto deste ano uma caçada a madeireiros que agiam irregularmente no local. Fotos da ação dos índios, chamados de "Guardiões da Floresta", foram registradas pelo fotógrafo Lunaé Parracho, da Agência Reuters, e divulgadas ontem pela imprensa nacional.
Foto: Lunaé Parracho/Reuters

Por meio de nota, a direção da Funai informa que os indígenas têm realizado naquela região várias ações de apreensão de madeireiros ilegais. Os índios alegam que estão cansados da inoperância do poder público para fiscalizar e manter os madeireiros longe das terras legalmente pertencentes à tribo. Na mais recente ação, os Ka´apor amarraram os supostos madeireiros e tiraram a roupa de alguns deles. Eles também jogaram gasolina nos caminhões usados para o transporte de madeira e atearam fogo.
Foto: Lunaé Parracho/Reuters
 Protesto - O fotógrafo Lunaé Parracho acompanhou um grupo de indígenas na operação, realizada no dia 7 de agosto. Segundo a Reuters, os índios agiram de maneira independente como forma de protesto à falta de assistência do governo para expulsar os madeireiros ilegais de suas terras.

As imagens mostram ainda os indígenas correndo atrás dos madeireiros, que foram rendidos e tiveram as mãos amarradas. Alguns tiveram parte das roupas rasgadas e retiradas.
Foto: Lunaé Parracho/Reuters

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A Terra Indígena Alto Turiaçu tem 5.305 km² de área e compreende seis cidades do Maranhão. Na ação contra os madeireiros, os Ka´apor contaram com a ajuda de outras quatro tribos da região. Os acampamentos encontrados foram destruídos.

Fonte: Imirante


Foto: Lunaé Parracho/Reuters

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