29 de maio de 2013

Mãe ajuda na prisão do acusado de estuprar menor especial

Cida mãe da vítima de estupro, ajudou na prisão do acusado
Do blog do Sérgio Matias

Por falta de autoridades que cumpram seu papel com seriedade o Brasil vive dominado pela corrupção e falta de perspectiva da população. Muito embora a maioria se conforme, cruze os braços, e se dedique apenas a lamentar. Há quem corra atrás de seus direitos e faça a justiça acontecer.

Em 2005, Maria Araujo Nascimento da Silva, a Cida Cabeleireira, na época com 36 anos, deu início a uma batalha que só teve fim na tarde da última quarta-feira (22) quando a Superintendência de Polícia Civil do Interior (SPCI) apresentou seu ex-concunhado Raimundo Pereira da Silva à imprensa.

Entenda o caso
“Irmão”, como muitos conhecem Raimundo, exercia sua profissão de cabeleireiro em um salão de beleza que funcionava em um prédio alugado em frente a 5º Ciretran de Bacabal.


Irmão acusado do crime de estupro contra a sobrinha
Casado com uma cunhada de Cida, “Irmão” tinha contato muito próximo com os familiares da cabeleireira, inclusive com sua filha que é excepcional.

Até o dia em que foi acusado de abusar sexualmente da mesma, que na época era menor, ele tinha a total confiança de todos. A vítima que lhe chamava de “tio Raimundo” ia com freqüência a casa onde “Irmão” residia com a esposa (no caso irmã do pai da vítima).

Naquele ano (2005), ao perceber que a menor havia ficado agitada ao assistir na TV um caso de estupro, uma de suas tias por parte de mãe ficou curiosa e quis saber os motivos. Ainda trêmula, a menor relatou que aquilo que havia visto era semelhante ao que seu “tio Raimundo” fazia com ela.

Ao também tomar conhecimento do fato Cida questionou o ex-concunhado, mas “Irmão negou tudo. Porém, abandonou a cidade sem deixar vestígios.


Julgamento e condenação

Inconformada com a situação a mãe da menor denunciou o caso a polícia e um inquérito foi instaurado. Mesmo antes que “Irmão” fosse julgado e sentenciado pela justiça Cida não envidou esforços no sentido de encontrar o acusado que só foi condenado em 2008.

Mandado de prisão

Em abril de 2012, finalmente, a prisão de Raimundo Pereira da Silva foi decretada pelo Juiz de Direito Carlos Roberto Gomes de Paula. E com a ajuda da polícia, a caçada de Cida pelo fugitivo se intensificou.

De acordo com que as informações chegavam à mãe da vítima, através de pessoas conhecidas ou de denúncias anônimas, eram imediatamente repassadas para a polícia.

Prisão

Nesse período que passou foragido “Irmão” teria sido visto em Imperatriz e até no interior do estado de São Paulo. Mas foi em Parauapebas, no Pará, que a fuga teve fim.

De acordo como mostram essas fotos abaixo o cabeleireiro estava residindo e trabalhando naquela cidade, e ao constatar isso, Cida foi pessoalmente à sede da Secretaria de Segurança Pública, em São Luís, repassar a informação.

Poucos dias após “Irmão” estava desembarcando de volta ao Maranhão onde cumprirá pena de (06) seis anos de reclusão que deverá ser cumprida em regime semi-aberto na Penitenciária de Pedrinhas, em nossa capital. Apesar de se dizer evangélico nos pertences de "Irmão" foi encontrado um pedaço de papel com uma mensagem de uma seita espírita.

Exemplo

Mesmo que essa ferida na alma nunca cicatrize, a luta e perseverança de Maria Araujo Nascimento da Silva, a Cida Cabeleireira, hoje com 44 anos, serve como exemplo para tantas outras “vítimas” de abuso sexual ou qualquer outro tipo de violência, seja ela física ou moral.

Se continuarmos só reclamando do que os políticos e demais autoridades fazem ou deixam de fazer, sem tomar nenhuma atitude, iremos continuar como diz a letra da canção de Zé Geraldo: "na praça dando milho aos pombos".

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