24 de agosto de 2011

Imparcialidade: A face oculta do jornalismo


A imparcialidade pode ser classificada como o maior conflito íntimo do jornalismo, já que o fazer jornalístico não consegue livrar-se das amarras politicas ou ideológicas de quem o produz.

Quem faz jornalismo o faz sempre a serviço de uma classe ou grupo social, às vezes possível de ser fotografado como uma mistura homogênea, mas composta de interesses contrários que aguardam momentos de tirarem suas máscaras sociais.
A mesma informação poderá ser transmitida por diversas mídias de maneira diferente, mesmo que tenha o mesmo conteúdo, diferenciando-se na exposição do ponto de vista de quem a produziu. Vendo as coisas por esse ângulo podemos afirmar que não há imprensa imparcial, não existe imparcialidade no jornalismo, pois os veículos de comunicação, grandes ou pequenos, estão direta ou indiretamente a serviço de alguém, seja pessoal, física ou um coletivo de interesses. O texto jornalístico traz em si uma carga semântica que se exterioriza através da linha editorial que segue.

A imparcialidade, portanto, vira discurso politicamente correto que não sai do campo das ideias ficando na penumbra da realidade. Ser imparcial significa ferir interesses, magoar paixões ideológicas, causar mal estar aos privilegiados e certamente é uma virtude que ficará para a vida futura quando o jornalismo e a sociedade  que o consome atinja um crescimento moral de acordo com o exercício da práxis imparcial.

Referencia: Zezinho Casanova
Fonte: Castro Digital

Nenhum comentário:

Postar um comentário

O usuário é responsável pela repercusão do comentário!