25 de março de 2011

Policiais e professores mantêm greve por tempo indeterminado no Maranhão

Os movimentos paredistas dos policiais civis e professores continuam no estado, segundo decisões tomadas ontem pelas assembléias das duas categorias. Policiais estão parados desde terça-feira (22) e professores entram hoje no 25º dia de paralisação.

Em assembleia realizada no final da manhã de ontem, em frente ao Plantão da Beira-Mar, pelo Sindicato de Polícia Civil no Estado do Maranhão (Sinpol), a categoria mais uma vez rejeitou a proposta do governo e decidiu continuar com a greve geral deflagrada há quatro dias.

Os policias recusaram a proposta de gratificação de 5% de hora extra a partir do mês de abril e mais 5% a partir de julho, além da incorporação do reajuste no subsídio a partir de janeiro de 2012. Eles exigem que o aumento de 10% seja incorporado imediatamente aos salários, contemplando toda a categoria.

Segundo o presidente do Sinpol, Amon Jessen, as propostas apresentadas beneficiam somente os servidores ativos, e por isso a categoria decidiu de forma unânime pela continuidade do movimento grevista. Amon afirmou que, durante uma reunião com o vice-governador Washington Luiz Oliveira e o secretário de Segurança Aluísio Mendes, foi dito por eles que é possível pagar o auxílio alimentação no valor de R$ 165 para motoristas e radiooperadores, mas só seriam beneficiados aqueles que fizessem parte do grupo de Atividade da Polícia Civil (APC), o que representa perto de 65 pessoas. A reivindicação de pagamento de insalubridade para mais de 600 policiais ainda está sendo estudada pelo governo, segundo Amon Jessen.

O sindicalista revelou que o Maranhão possui o menor efetivo do país com pouco mais de 2 mil policiais. Ele relatou que o correto seria um policial para 250 pessoas, mas no estado a situação é de um policial para 3 mil habitantes.

“A categoria votou pela continuidade da greve, pois se aceitássemos a proposta do governo com aumento a título de hora extra só beneficiaríamos os servidores da ativa, excluindo os aposentados e pensionistas. Vamos continuar lutando pelo reajuste salarial; repasse da inflação acumulada nos últimos dois anos; aumento das gratificações; pagamento de insalubridade para mais de 600 policiais civis e a implantação do auxílio-alimentação para motoristas e radiooperadores da polícia”, declarou.

De acordo com o Sinpol, apesar da greve, 30% do efetivo se mantém trabalhando em sistema de rodízio e os serviços considerados essenciais estão sendo mantidos. As delegacias estão funcionando fazendo o registro de ocorrências relacionadas a flagrantes, mas as investigações estão suspensas.

Fonte: Jornal Pequeno

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